Caneta emagrecedora Mounjaro: entenda como aprovada pela Anvisa e vendida por R$1.400

A busca pelo corpo ideal ganhou um novo aliado poderoso. O Mounjaro, medicamento recentemente aprovado pela Anvisa para tratamento de obesidade, está causando frisson entre quem sonha em perder aqueles quilinhos extras. Com resultados impressionantes nos estudos clínicos, essa “caneta emagrecedora” promete transformar a vida de milhões de brasileiros.

Antes de sair correndo para a farmácia, você precisa conhecer todos os detalhes sobre esse medicamento revolucionário. Afinal, não estamos falando de um simples suplemento, mas de um tratamento sério que exige acompanhamento médico e compromisso com mudanças no estilo de vida.

O que é o Mounjaro e o que ele faz no corpo?

O Mounjaro (tirzepatida), e Zepbound em outros países, é um injetável desenvolvido pela farmacêutica Eli Lilly que atua como um duplo agonista – ele imita a ação de dois hormônios importantes: o GLP-1 e o GIP. Enquanto outros medicamentos como o Ozempic atuam apenas no GLP-1, o Mounjaro trabalha em duas frentes.

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“A tirzepatida é a primeira medicação da história que se encaixa na classe de duplos agonistas. Enquanto a semaglutida imita a ação do hormônio GLP-1 para equilibrar as taxas de açúcar no sangue e regular o apetite, a tirzepatida imita o GLP-1 e o GIP, que também controla a glicemia e induz a sensação de saciedade”, explica a endocrinologista Alessandra Rascovski.

O duplo agonismo do Mounjaro se aprofunda na sua ação. Ele atua não só na regulação do apetite e na melhora do controle glicêmico, mas também influencia a liberação de insulina na primeira etapa, quando o pâncreas começa a secretar insulina em resposta à ingestão de alimentos.

Além disso, os receptores de GIP e GLP-1 no cérebro afetam os centros de recompensa, o que contribui para melhorar o comportamento alimentar, reduzindo a compulsão e o desejo por alimentos. Ou seja, o medicamento age controlando a glicemia e reduzindo o apetite, fazendo você comer menos e sentir-se satisfeito por mais tempo.

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Qual a diferença entre Mounjaro e Ozempic?

A principal distinção está no mecanismo de ação. Enquanto o Ozempic (semaglutida) atua apenas no receptor GLP-1, o Mounjaro (tirzepatida) é um duplo agonista, atuando tanto no GLP-1 quanto no GIP.

Nos estudos clínicos, essa diferença se traduziu em números impressionantes. O Mounjaro demonstrou uma eficácia superior, com perdas de peso que chegaram a 22,5% na dose mais alta, contra aproximadamente 15% observados com o Ozempic.

Para uma pessoa de 100kg, isso significa perder 22,5kg com Mounjaro versus 15kg com Ozempic. Ambos são administrados por injeção subcutânea semanal e apresentam perfis de efeitos colaterais semelhantes, principalmente gastrointestinais.

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Quantos quilos se perde em 1 mês com Mounjaro?

Os estudos clínicos do programa SURMOUNT revelaram que na dose mais alta do tratamento (15 mg), os participantes perderam em média 22,5% do peso corporal ao longo de 72 semanas, enquanto na dose mais baixa (5 mg), a perda média foi de 16%.

Fazendo as contas, uma pessoa de 100kg poderia perder entre 16kg e 22,5kg ao longo do tratamento completo. Isso representa aproximadamente 1 a 1,5kg por mês – um ritmo saudável e sustentável.

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Quanto custa o Mounjaro?

O Mounjaro não é um medicamento barato, e seu preço pode representar um obstáculo para muitos brasileiros. Ele começou a ser vendido no começo deste mês, mas o preço das canetas continua sendo uma barreira de acesso. A dose mensal do Mounjaro pode custar de R$ 1,4 mil a R$ 2,3 mil, dependendo da dose.

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Comparativamente, outros medicamentos para emagrecimento como o Ozempic e o Saxenda variam de R$ 600 acerca deR$ 1 mil mensais, tornando o Mounjaro significativamente mais caro. É importante ressaltar que o Mounjaro ainda não está disponível no SUS, o que limita seu acesso à população de menor renda.

Quem pode usar o Mounjaro?

A aprovação da Anvisa para o Mounjaro foi publicada no Diário Oficial da União (DOU). Assim, a agência reguladora aprovou o medicamento para uso em duas situações específicas:

  • Pessoas com IMC igual ou superior a 30 (obesidade);
  • Pessoas com IMC igual ou superior a 27 (sobrepeso) que apresentem pelo menos uma comorbidade relacionada ao peso, como hipertensão, colesterol alto ou pré-diabetes.

O medicamento não foi testado em gestantes ou lactantes, portanto, essas pessoas não devem usá-lo. O uso do Mounjaro SEMPRE deve ser feito sob prescrição e acompanhamento médico.

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Riscos e efeitos colaterais

Entre os efeitos colaterais mais comuns estão náuseas, vômitos, diarreia, constipação e dor abdominal. Em casos mais raros, podem ocorrer reações mais graves como pancreatite.

Além disso, existe o risco de sarcopenia (perda excessiva de massa muscular), um efeito colateral que pode ser minimizado com acompanhamento médico e prática de exercícios físicos adequados.

O uso inadequado desses medicamentos pode aumentar os riscos do famoso ‘efeito sanfona’ (perda e reganho rápido de peso), deixando os pacientes frustrados por não atingir àquela perda de peso desejada, além de mascarar outras condições de saúde que necessitam de tratamento específico.

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Outro ponto de atenção é a escassez do medicamento no mercado, que pode levar à compra de versões falsificadas, representando um risco à saúde.

É preciso estar atento também à possibilidade de

By Dicas de Glow

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